Um bate papo sobre consumismo na infância

Há 2 semanas, a convite de um grupo de mães empreendedoras do qual faço parte, tive a honra de participar de um bate papo super bacana sobre consumismo infantil.

Quem nos fez a apresentação e iniciou o assunto foi Carolina Pasquali, do Instituto Alana, organização voltada para a defesa dos direitos fundamentais da criança e cujo um dos projetos é especificamente este: conscientizar as pessoas sobre os males do excesso de consumo na infância.

O papo durou mais de 2 horas e durante todo esse período falamos sobre muitas coisas legais como:

  • legislação brasileira sobre proteção à infância;
  • publicidade (abusiva) infantil;
  • sociedade baseada no consumo;
  • o poder do mercado em nossa sociedade;
  • consumo consciente x consumismo;
  • valores morais;
  • a influência das crianças nas decisões de compra de uma família (pasmem: 80% das compras realizadas pelas famílias é decidida pelas crianças, o que faz com que até produtos de limpeza estudem estratégias para “hipnotizar” os pequenos e fazê-los nos convencer de que determinado produto deve ser consumido);
  • e até o crescimento da obesidade entre crianças;

E acredite ou não, tudo isso tem a ver com consumismo, que não se trata só de comprar um ou outro mimo pros nossos filhos fora de hora. Não, trata-se da forma como lidamos com o “comprar” e a influência externa (leia-se publicidade e mercado em uma batalha sem fim) no nosso comportamento de compra.

Pare e pense, quantas vezes compramos por impulso movidos por uma ilusória necessidade de ter algo? Isso é sério, gente. Muito sério.

Não que vez ou outra uma extravagância não seja gostosa, não sejamos tão radicais. E muito menos, paremos de consumir ou de comprar (com moderação) o que os nossos filhos desejam. Não é isso. Mas pensar em consumo consciente é determinar um novo estilo de vida. É quebrar paradigmas, é se permitir não ter SEMPRE a bolsa da moda, o carro do ano, ou o último vídeo game super poderoso, em troca de uma vida mais equilibrada, com mais tempo pra se viver e na companhia de quem amamos.

Porque quando vivemos em uma sociedade que valoriza mais o “ter” do que o “ser”, fica difícil para as famílias lutarem sozinhas por valores que parecem estar sendo cada vez mais deixados de lado. Este é um problema nosso, nosso enquanto sociedade e, portanto, precisamos repensar nosso modo de vida pra ensinar melhores “maneiras” aos nossos filhos.

Por isso tudo (e muito mais!), meus amigos, que quando me deparei com este texto aí embaixo, achei de suma importância abrir mais uma vez este espaço para a reflexão sobre o consumismo infantil.

Quer saber como incorporar essa ideia em seu dia a dia e buscar formas de ensinar os pequenos a consumir de maneira mais equilibrada? Estão aí 8 dicas que podem te ajudar.

Boa Leitura

Um beijo

Andrea

8 maneiras de tornar a criança um consumidor consciente

Do UOL

12/10/2015 07h05

Em 12 de outubro, uma das datas mais esperadas do ano pelas crianças, por conta da perspectiva de ganharem muitos presentes, torna-se necessário falar sobre o consumismo infantil. O UOL Gravidez e Filhos conversou com especialistas que deram dicas de atitudes para lidar com o desejo desenfreado por adquirir algo novo.

 1 – Faça o que você diz

Não adianta educar o filho para que ele entenda que não deve consumir por impulso e correr para o shopping quando estiver triste, em busca de compensação. “É com o exemplo de pais e familiares que a criança vai entender o que é certo e o que é errado”, diz Isabella Henriques, diretora do Instituto Alana –organização civil que tem como objetivo a proteção da infância– e coordenadora do projeto “Criança e Consumo”. Quanto mais coerente for a atitude dos adultos com relação ao que falam, melhor as crianças compreenderão a forma como o dinheiro deve ser administrado.

2 – Faça tratos antes de sair de casa

Antes do passeio com a criança, esclareça a finalidade da saída; isso reduzirá a chance de ela pedir algo que não estava combinado. Por exemplo, antes de ir ao shopping, você pode alertá-la de que só irá comprar o presente do avô e nada mais. O mesmo pode acontecer antes de uma ida ao mercado. “O pai pode combinar com o filho que ele escolherá dois produtos que desejar. E se na hora pegar três, terá de deixar um”, diz Isabella.

3 – Presenteie apenas em datas comemorativas

Demonstrar amor e carinho ou compensar ausências por meio de presentes é uma forma de estimular o consumismo na criança. Por isso, o ideal é que presentear o filho seja uma atitude exclusiva de datas especiais, como aniversário, Dia da Criança e Natal. “Assim, o item solicitado passará a ter um significado especial”, diz a educadora financeira Silvia Alambert, fundadora do The Money Camp, programa de educação financeira para crianças e adolescentes. Se durante o período de espera, o filho solicitar outros itens, cabe aos pais ensinarem a importância de fazer escolhas.

4 – Aprenda a dizer não

Se mesmo com os combinados, a criança fizer birra diante de um bem de consumo, pai e mãe devem ser firmes e explicar ao filho que, além de terem conversado sobre o comportamento antes de sair de casa, não é possível realizar aquela compra no momento. “Os pais devem explicar que o fato de não comprarem o que se deseja na mesma hora não significa que as crianças nunca terão o que desejam, mas que é preciso se programar para tê-lo”, diz Silvia Alambert.

5 – Supervisione o acesso a TV e internet

Crianças muito pequenas não entendem a influência da publicidade no consumo. Por isso, os pais devem estar sempre por perto para monitorar a reação do filho diante daquele conteúdo. Dessa forma, assistir à TV e navegar na internet ao lado da criança é essencial. “A publicidade vende a ideia de que ao ter um produto você será alguém com aquelas qualidades anunciadas, mas os adultos têm de ajudar as crianças a compreenderem que ter não é o mesmo que ser”, afirma Ines Carvalho, cocriadora do Instituto EcoD, ONG que visa a conscientizar a sociedade para o desenvolvimento sustentável.

6 – Evite relacionar lazer com consumo

Se todas as vezes que a família tiver um tempo livre, os passeios envolverem roteiros de compras, a criança associará diversão com aquirir coisas. Nessas situações, o melhor é propor outras atividades como andar de bicicleta, ir ao parque, brincar na frente de casa ou mesmo fazer um bolo juntos. “Mais importante do que qualquer brinquedo é a presença dos pais durante a diversão”, diz a diretora do Instituto Alana.

7 – Invista em trocas de brinquedos

Já há sites e eventos organizados por pais que estimulam a troca de brinquedos entre crianças. É uma forma de ter algo novo para se divertir, sem ter de consumir. Durante a troca, a criança se dará conta naturalmente de que brincar é mais legal do que comprar. “A troca possibilita uma nova visão do valor das coisas e também coloca em prática o desapego”, diz Silvia Alambert.

8 – Façam vocês mesmos

Em vez de comprar, pais e filhos podem produzir um brinquedo juntos a partir de materiais que têm em casa. Fantoches e até uma cabaninha podem ser criados sem grandes dificuldades. Ao fim da missão, é bem provável que a criança conclua que o processo de produção é mais legal do que o próprio objeto. “A criação de um brinquedo ajuda não apenas a desenvolver a consciência financeira, mas também ambiental”, diz a educadora financeira.

Fonte: http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/listas/8-maneiras-de-tornar-a-crianca-um-consumidor-consciente.htm

Deixe uma resposta