E você, o que sabe fazer?

Vejam só que interessante, quanto mais a humanidade avança, maiores são as conquistas que nos trazem conforto, facilidade e acesso.  No entanto, toda essa comodidade acaba nos deixando confortáveis demais a ponto de esquecermos a importância do fazer.

Neste texto bem bacana do Fabiano Cancela, do Blog Fazedores.com, a ideia é parar pra pensar no quanto o “fazer” eleva nossa criatividade, curiosidade, prazer por aprender, capacidade de inovar, autonomia e até auto conhecimento.

Vale super a reflexão, especialmente para pais, professores e todos aqueles que de alguma forma estão conectados com crianças!

Boa leitura

Um beijo

Andrea e Anna

4 motivos para incentivar as crianças a serem #fazedores

EM 9 DE ABRIL DE 2015 ÀS 9:00

Ninguém nasce assim, entretanto. São nossas experiências ao longo da vida, dentre escola, amigos, família e trabalho, que nos dão as condições para explorar ideias. De desenvolver a curiosidade e o conhecimento. A forma como experimentamos o mundo, como nos relacionamos com os outros e com os objetos que nos cercam é que criam, ao longo do tempo, as condições para desenvolvermos uma mentalidade de fazedor.

Ou seja: fazer não é um dom. Criatividade não é uma musa a quem se pode recorrer na necessidade. Tudo isto são habilidades que podem ser desenvolvidas com o esforço e apoio adequados. E é por isto que o texto de hoje é dedicado aos pais, educadores, professores, tios, padrinhos e primos mais velhos de todo o Brasil. Se você convive com crianças, precisamos ter uma conversa rápida. Chega mais!

Estamos fazendo tudo errado

Não me levem à mal. Vivemos numa era fantástica. Em momento algum da nossa curta existência como espécie tivemos tanta fartura. Temos caixas mágicas brilhantes (como o notebook ou tablet que você está usando agora) que podem nos trazer imediatamente quase todo texto, vídeo ou filme já feito na história.

Nosso maior uso pra estes dispositivos fantásticos? Buscar curtidas, corações, compartilhamentos e outras validações sociais fantasiosas. A minha geração -e de muitos de vocês- simplesmente não soube lidar com o mundo conectado, com as novidades e loucuras de crescer e se formar no meio da revolução da informação.

Fato é que o descompasso entre nossas expectativas do mundo e o que ele realmente nos reserva é uma fonte de tristeza e agonia recorrentes para a geração Y. E é responsabilidade nossa proteger a próxima de cair na mesma cilada.

Minha sugestão (como pai, inclusive) é simples: ensinemos as crianças a serem fazedores, que eles encontrarão a solução sozinhos! Eu explico por que isto é uma boa ideia:

 

1 – Criar é mais satisfatório que consumir

O consumismo desprovido de crítica é uma fonte imensa de insatisfação. Pesquisas mostram que a felicidade que sentimos quando consumimos alguma coisa (seja uma roupa nova ou um capítulo da nossa série favorita) é irrevogavelmente passageira.

Ou seja: voltamos ao nosso estágio de insatisfação anterior pouco tempo depois de experimentar o prazer do consumo. A solução para o consumista inveterado é consumir mais, perpetuando o ciclo vicioso.

Além de custar caro para o planeta e para outros seres humanos, este hábito torna o consumista insatisfeito e sempre atrás de uma felicidade que não pode vir -por definição- de dentro dele, apenas de uma fonte externa.

Ao criar, esta relação é invertida. A satisfação vem das nossas próprias capacidades e feitos. O senso de realização acompanha o processo de criação e, uma vez superado, deixa para trás não um vazio, mas o aprendizado e a confiança fortalecidos para o próximo projeto.

2 – Saber fazer gera independência e autonomia

Uma vez que dominamos uma determinada técnica ou habilidade, é como se estivéssemos colocando uma ferramenta a mais na caixa. É mais uma maneira de se explorar uma possibilidade ou atacar um problema.

À medida em aprendemos a aplicar estes conhecimentos na prática (desde o preparo de uma refeição até escrever um programa em C++), nos tornamos senhores dos nossos destinos. Livres para fazer as coisas à nossa maneira. Deixamos de aceitar o mundo como nos é entregue, para criar a versão dele em que queremos viver.

3 – Fazedores são resolvedores de problemas por natureza

Platão já dizia: “a necessidade é a mãe da invenção.” Uma vez que possuímos a confiança para rejeitar uma determinada situação e a habilidade para lidar com ela de uma nova maneira é apenas natural que busquemos a solução daquilo.

Alguém munido de olhar crítico e das habilidades para fazer algo a respeito das suas críticas é alguém que vai se encontrar, invariavelmente, resolvendo problemas.

4 – Por que a inovação é imprevisível

É do Steve Jobs uma das melhores explicações sobre a criatividade que eu já vi. Foi no seu famoso discurso em Stanford:

“Você não pode conectar os pontos olhando para frente; só pode conectar os pontos olhando para trás. Então, precisa confiar que os pontos vão se conectar no seu futuro”.

Quando ensinamos às nossas crianças, aos nossos filhos, alunos, sobrinhos, afilhados e primos alguma coisa, não podemos prever o que eles farão com aquele conhecimento. Precisamos confiar que, no futuro, eles vão saber o que fazer. Que ligarão os pontos e conseguirão, por si só, resolver os pequenos dilemas e grandes conflitos da sociedade.

Que terão aprendido com os nossos acertos e erros e não aceitarão o mundo como lhes será entregue, mas farão dele o melhor que ele pode ser.

Deixemos então que as crianças estraguem coisas. Que desmontem relógios, que criem seus próprios brinquedos. Que façam sujeira, aprendam a entender e a questionar o mundo à sua maneira.

Uma geração futura repleta de fazedores, é uma geração preparada para tocar o mundo melhor do que a gente têm feito.

O que você acha? Participe da discussão! Comente, participe também do Fórum dos Fazedores, e inclua as crianças na conversa. Hey ho!

Fonte: https://fazedores.catracalivre.com.br/fazedores/4-motivos-para-incentivar-as-criancas-a-serem-fazedores/?utm_content=buffer20417

0 Comment

  1. Nossa verdade! Muitas vezes a nossa falta de tempo acaba limitando o desenvolvimento dos nossos filhos! Amei a matéria ! Parabens!

    1. Obrigada, Marcela! Um beijo Andrea

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